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22 maio

COMO FOI QUE FIQUEI VELHA TÃO RÁPIDO?

A partir de agora, de tempos em tempos, vamos receber colunistas muito queridas por nós para escrever aqui em nosso blog 🙂 Uma forma de compartilharmos o nosso universo SHOULDER sob diferentes visões!

E a primeira a inaugurar essa nova seção é a Chris, diretora criativa da Press Pass.

Uma ótima leitura a todas vocês!

COMO FOI QUE FIQUEI VELHA TÃO RÁPIDO?

Venho me fazendo essa pergunta há tempos, do alto dos meus 47 anos. Sempre achei que viveria o tal do choque de gerações depois dos 60, mas tudo está acontecendo tão rápido! Me pego falando as mesmas frases que meu velho pai dizia e fico p… da vida comigo mesma!

Mas esse dilema, que vem atormentando muita gente da minha geração, é bem diferente do que vivemos quando fomos jovens com nossos pais. Na verdade, ainda me considero muito jovem – em espírito, informação e ideias -, porém tenho sido um pouco pessimista com o tal “futuro da nação”. Acho que a tecnologia tem trabalhado contra nós e toda evolução que chega de um lado vem com uma carga de retrocesso gigante do outro.

Nós, que somos da geração de pais mais amigos, com gostos parecidos com os dos nossos filhos – curtimos o mesmo som, vestimos as mesmas roupas, vamos juntos aos festivais – estamos nos sentindo perdidos diante de novos valores que nos estão sendo impostos.

E quero deixar bem claro que a revolução tem que continuar e que as novas gerações surgem para isso: oxigenar o mundo e as ideias e trazer novos ideais. Mas acredito que nós, com essa experiência adquirida, temos nosso papel igualmente transformado: não podemos ser meros espectadores, tão pouco críticos ferrenhos – como foram nossos pais.

“Acho que a tecnologia tem trabalhado contra nós e toda evolução que chega de um lado vem com uma carga de retrocesso gigante do outro.”

Esse processo é complexo. Ainda tenho dificuldade de entender fenômenos como a Kim Kardashian, que conquistou o público vivendo em uma espécie de “Big Brother” durante dez anos com sua família, sendo vigiada e gerando comentários no mundo todo.  Me parece, a princípio, que ela não tem nenhum talento que mereça tanto reconhecimento e nunca a vi dizer nada relevante, mas há um magnetismo em torno de sua figura que me intriga e me faz refletir sobre quais são os valores que norteiam essa multidão de fãs.

Também acho estranho que os novos tempos tenham substituído aquela aguardada ligação de alguém que você ama de verdade, no seu aniversário, por um post derramando elogios para alguém que, supostamente, é muito importante para você e merece uma atenção especial – e, porque não, alguma privacidade. Há desabafos, textos longuíssimos sobre momentos difíceis, compartilhados com pessoas com as quais, muitas vezes, não temos nenhuma relação. E o mais surpreendente: quanto maior a desgraça, maior o número de curtidas.

Enfim, são muitas as idiossincrasias, mas sinto que cabe a nós, os novos velhos do rolê, provocar discussões em alto nível, instigar reflexões, trazer essa galera mais para o mundo real. Porque envelhecer não é fácil, mas pegar carona em um rolê novo e poder compartilhar novas experiências é o que faz valer a pena esse segundo round!

 

Old is cool! #compartilhe

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