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28 ago

No Radar: Animal Print + Paola Saliby

Animal Print: quem não ama? <3

A estampa faz tanto sucesso com as brasileiras que o estilo virou praticamente um clássico que, de tempos em tempos, aparece em nossas coleções para realçar ainda mais a beleza da mulher 😊

Para a Coleção Raízes, a ideia foi trazer o tema em formas óbvias e outras mais abstratas assim (como, por exemplo, o próprio bordado de um tigre ou frases na estampa em T-shirts – peça, aliás, que é best-seller da estação!). Independente do estilo, o objetivo foi trazer modelagens, cores e desenhos versáteis para que você use da forma que desejar, com propriedade e personalidade!

E para traduzir isso em forma de arte, convidamos a ilustradora Paola Saliby para fazer 6 criações com essas peças.

A ideia de trazê-la como colaboradora foi porque é possível perceber em seus traços referências e inspirações na brasilidade do nosso país – um dos principais temas de nossa coleção!

O resultado não poderia ter sido outro: obras lindas e que refletem muito sobre nossa coleção e nossa nacionalidade.

 

 

Diante dessas ilustrações, foi imediata a vontade que tivemos de conversar com ela! E nós afirmamos: a sua história é tão incrível (e inspiradora) quanto suas obras! A entrevista na íntegra você confere aqui:

 

SH – Você fez faculdade de moda e depois decidiu ser ilustradora. O que te motiva a criar? Tem algum elo entre a moda e a arte?

P.S. – Eu acho que a minha motivação é transpor um sentimento para algo que seja mais estético, mais palpável. Eu acho que gosto de transpor essa ideia que está dentro de mim para algo imagético. Então é uma maneira que eu encontrei de me comunicar e eu acho incrível na ilustração como é possível você transmitir uma mensagem que é muito complexa através de uma imagem.

É o que eu gosto muito de fazer e é isso que me motiva: a possibilidade de transformar uma ideia/um conceito em algo estético/visual.

 

SH – E é uma coisa que você olha e já consegue entender sobre o que que é, né?

P.S. – Sim, sim! É uma mensagem mais rápida e clara, e ao mesmo tempo tem a sua beleza, né? É puramente visual, mas por trás tem um sentido carregado de mensagens.

 

SH – Você já sabia desenhar antes de fazer faculdade de moda?

P.S. – Não! Eu nunca fui de desenhar muito…eu sempre achei que fosse estudar moda e iria trabalhar com qualquer coisa relacionada mas que não seria exatamente desenhar porque eu nunca achei que fosse boa nisso. E a gente fica com aquela ideia de que pra você ser uma ilustradora, você precisa ter uma base teórica de perspectiva e proporção incrível, você tem que saber fazer um desenho realista – e não é bem assim, né? Hoje em dia, você tem diversas formas de explorar o desenho, formas, cores e proporções e não necessariamente você precisa desenhar bem.

Isso me libertou quando eu descobri que eu poderia desenvolver meu estilo sem ficar presa nessa ideia de que “ai não sei desenhar super bem”. Mas eu aprendi a desenhar assim depois dos meus 20 anos. Então não é algo que nasceu comigo e não é algo impossível de se aprender!

A minha faculdade foi muito focada no desenho… então nós desenhávamos muito! Foi lá que eu aprendi principalmente em relação à anatomia. Dai depois eu fui desenvolvendo outras coisas que ainda eram um pouco difíceis para mim, como composição, trabalhar mais com cenário..que eram coisas que eu não fazia porque tava muito acostumada com a minha zona de conforto de só desenhar personagem.

Hoje em dia eu até desenho menos personagens e mais paisagens.

 

SH – Teve algum momento específico que você decidiu sair da área da moda para ingressar no universo da ilustração?

P.S. – Na verdade, foi na faculdade que eu aprendi sobre desenho e ilustração – e foi lá que eu tomei gosto! Quando eu senti que eu estava desanimando da moda, eu percebi que a ilustração era um caminho que tivesse mais a ver comigo.

Foi um processo estranho porque eu não sabia exatamente o que fazer, eu estava começando, não tinha base nenhuma, não tinha cliente nenhum, mas eu resolvi tentar! Foi uma questão de um ano para que eu, de fato, começasse a trabalhar nisso e conseguir ter segurança para dizer que sou ilustradora.

 

SH – Hoje, você consegue enxergar alguma relação com a moda em seu trabalho?

P.S. – Eu acho que não tem como eu não me influenciar pela moda porque foi ali que eu comecei a aprender sobre desenhos de moda – minha base é essa. Então eu vejo uma relação forte sim! Não só em relação aos personagens, mas também, por exemplo, a questão sobre o uso da cor, as composições que eu tenho como referência fotógrafos de moda também. Acho que eu consigo ver uma relação sim. Talvez até de uma forma inconsciente esteja ali!

 

SH – O que o seu trabalho significa pra você?

P.S. – Significa que eu posso conversar com algumas pessoas de uma maneira que pra mim faz muito sentido – que é através da arte e do desenho!

Eu gosto muito desse tipo de comunicação não verbal e isso acabou me atraindo para a ilustração. É usar outro tipo de linguagem para se comunicar com as pessoas

 

SH – E você faz ilustrações para outras empresas? É um trabalho muito direcionado para a área de moda?

P.S. – Não necessariamente. Eu faço bastante coisa para o mercado editorial… Então ilustro artigos, já fiz coisas mais publicitárias pra marcas, já fiz livro infantil…eu fiz de tudo um pouco já. Ilustração pra aplicativos… coisas que as vezes não são nem minha “praia”, mas acabo fazendo certas coisas.

SH – E qual é a sua “praia”? Qual tipo de ilustração você mais gosta de fazer?

P.S. – Eu gosto de ilustração editorial – principalmente conceitual – quando tem um texto bastante complexo que eu consiga extrair daí elementos para transformar numa imagem. É bem desafiador, é um processo criativo que é interessante pra mim! Até você conseguir desenvolver alguma coisa que seja de fácil interpretação.

Eu gosto bastante de ilustração de moda… infelizmente não faço muito porque o mercado brasileiro não é muito forte nesse ramo ainda, mas gosto bastante também.

SH – A nossa coleção chama-se Raízes, e é inspirada na essência da mulher brasileira e na própria história da SHOULDER, que está há quase 40 anos no mercado. Se você pudesse definir a sua essência e/ou a sua trajetória até aqui em uma palavra, qual seria ela?

P.S. – Simplicidade. Meu trabalho tem um pouco dessa coisa de minimalismo; é mais sucinta. Acho que essa palavra resume bem o que eu faço.

SH – Quais são suas principais inspirações na hora de criar?

P.S. – Na verdade, a gente acaba se inspirando em muitos lugares. E às vezes a gente acaba se inspirando em movimentos artísticos, fazendo novas leituras e revisitando alguns movimentos artísticos que aconteceram. Eu gosto muito de Arte Moderna e costumo trazer um pouco dessas referências para o meu trabalho, mas nunca é uma coisa só! É um apanhado de coisas, de artistas e de estilos que eu faço uma mistura e tento trazer para o meu trabalho. Esse universo modernista é o que me inspira: a questão as cores, as formas simples, os personagens que são mais volumosos e geométricos.

 

 

SH – E para essas artes da SHOULDER? Quais foram suas principais inspirações?

P.S. – Eu acho que minha inspiração foi essa força da mulher.

Ao mesmo tempo eu queria dar destaque para as roupas. E ir fluindo também um pouco… fui sentindo e pensando como que poderia funcionar, entendendo um pouco da coleção. pelas imagens, os moodboards..então achei que, dessa forma, as coisas fossem casar bastante!

Eu só queria dizer que foi uma delícia trabalhar com vocês! Tem trabalhos que a gente acaba guardando no coração e fica feliz com o resultado que deu tudo certo. A comunicação é boa e tem um retorno legal. Obrigada mesmo!

2 Comentários
  • Liliane FBarcellos

    Eu adorei a coleção raízes!
    Amei o trabalho de Paola Saliby!
    Show! Parabéns!

    29 de agosto de 2018 at 17:32 Responder

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