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16 out

Raízes Brasileiras: Natália Matos

Nós fechamos com chave de ouro o último episódio da nossa série especial “Raízes Brasileiras”!

No mês em que se celebra o Círio de Nazaré, no Pará, nada melhor do que conversar com alguém de Belém, certo? Então, abram alas que Natália Matos acaba de chegar 😊

“Outubro é um mês bem bonito pro Pará; é como se fosse o natal paraense! É muito bonito ver a fé do povo, ver como a cidade de mobiliza. Além da parte religiosa, rola um olhar pra cultura de lá. É quando as pessoas comem todas as comidas típicas. É muito lindo esse período!”.

Cantora de música pop, a paraense mostra sua paixão por música e pelo canto até mesmo em seu olhar! “É minha força pra tudo! É o que me move”.

O nosso bate papo aconteceu em um estúdio em São Paulo. Além da entrevista super especial que ela deu a Fabi Saad e Sofia Patsch (que fizeram este projeto em parceria com a SHOULDER), Natália contou à nossa equipe um pouco sobre sua carreira como cantora, sua paixão pela música e sobre seus dois discos – ambos cotados entre os melhores lançamentos (em seus respectivos anos) pelo site internacional Beehype.

Confira um trecho da conversa:

SH – Como começou sua carreira? Você sempre quis ser cantora?

N.M. – Quando eu era bem novinha, eu fui fazer piano porque eu não tinha aula de canto ainda (Fui orientada a fazer aula de canto depois dos 15 anos, já que a puberdade muda muito a voz). Meus pais sempre incentivaram música e arte lá em casa, e eu sempre fiz balé, dança, teatro etc. Sempre ouvimos muita música brasileira e, por isso, eu sempre tive esse apreço por cantar.

Quando eu vim pra São Paulo, eu já era maior (vim pra cá pra fazer o terceiro colegial). E passei pra arquitetura, e junto eu fui pra ULM, Universidade Livre de Música, onde fiz canto popular lá. Eu me realizei ao estudar canto.

A música sempre esteve em paralelo na minha vida: junto com a escola, sempre cantava no colégio, com os amigos, participando de umas amostras em Belém, e, quando eu vim pra cá, eu comecei a fazer canto e entender um lado profissional disso.

Eu fiz isso paralelamente à minha faculdade de arquitetura! Tive que parar de estudar na ULM por causa de estágio em arquitetura, até que um dia surgiu a oportunidade de montar uma exposição da Elis Regina. Foi nesse momento que eu vi a importância da musica pra mim, e foi quando se tornou urgente! Eu falei “é agora que eu vou investir na música e largar a arquitetura.”

SH – E sobre seus 2 discos? Quais as diferenças entre eles?

Cada disco representa um momento! O primeiro representou uma Natália que tinha passado 8 anos em São Paulo e resolveu voltar pra Belém pra reiniciar uma carreira, que olha pra sua cidade natal e queria trazer isso pra minha música. O segundo disco eu já tava lá, e trazia comigo muito o momento que eu tava vivendo lá. Eu casei em Belém, tava muito imersa nesse universo da relação, do amor, dos amigos, da família.

E as pessoas me perguntam “mas e o Pará, está aonde?”. Está na minha essência, na minha composição, das construções melódicas (do brega, do carimbó..) tá ali, com certeza!

E mais do que isso: está no meu olhar e na minha forma de ver o mundo! Está no calor que a gente coloca as coisas. Na força que tem que ter por ser do norte: tem que ter o dobro de força pra conseguir estar nos lugares e pra se fazer ver e enxergar.

 

O amor é uma coisa que sempre vai estar em tudo.

Meu primeiro disco foi patrocinado pelo Natura Musical, o que foi muito legal porque ele mostra quase que uma declaração de amor ao Pará e eu ainda era uma compositora bem crua, só tinha 3 músicas minhas – a maioria era de compositores de lá. E eu quis trazer esse dialogo entre o Pará e São Paulo.

Nesse último disco, hoje, me representa bem mais! Tanto porque eu assino 9 das 10 músicas dele.

 

Confira o vídeo da entrevista na íntegra:

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